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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Novidades...

Mais uma vez estava eu na biblioteca perdido em minhas pesquisas, sobre a linhagem de Lilian que suspeitava ser de bruxos ou até mesmo vampiros poderosos, pois a maneira como havia desenvolvido seus poderes em apenas 12 meses era inacreditável.
Procurava um livro em específico, com linhagens seculares, porém não tive a oportunidade de encontra-lo pois senti uma fisgada em meu pescoço e instintivamente reagi protegendo-me do invasor, jogando-o contra o chão com uma boa parcela de minha força, quando olhei o que tinha arremessado percebi que era Lilian com outro de seus sustos. Minha voz quando falei soou raivosa, porém era a ultima coisa que sentia, pos possuía uma real afeição por Lilian, apenas não queria machucá-la...
-Lilian! Nunca mais faça isso, entendeu?
-Claro ó grande mestre sobre todas as coisas!
Com essa frase realmente perdi a calma, por não havia sido dita em um tom de brincadeira, e sim de...ameaça...
-Você realmente não entende, não é mesmo? Ser vampira não significa apenas divertir-se o tempo todo criança, aprenda isso.
Assim que terminei de falar percebi o quanto havia sido rude e resolvi me redmir, sabia que Lilian não precisava ouvir isso, estava pronto para desculpar-me, coisa que jamais havia feito, quando percebi que os lábios dela se abriam novamente para falar.
-Não tens direito algum de chamar-me de criança. Sei perfeitamente bem que a morte em que me encontro não é uma brincadeira, não tenho necessidade que me lembre de coisa alguma.
Fiquei um pouco sem graça com a bronca que levei de Lilian por causa das minhas palavras duras e ainda assim tentei me redimir...
-Está bem, talvez você...
-Não quero ouvir!
Depois de alguns segundos a expressão de Lilian mudou completamente e a frase que foi dita a seguir foi pronunciada em um tom frio, cortante...
-Não preciso ouvir.
Fiquei um pouco confuso com essas palavras.
-Como assim não precisa...?
-Simples, estou dizendo que não preciso mais de ti. Se preocupaste em me ensinar a ser vampira e aprendi muito bem isso, agora não preciso mais dos seus ensinamentos, fique com eles, posso muito bem seguir sem, realmente não preciso mais deles.
Falando isso ela se viro e saiu sem olhar para trás, talvez tenha sido melhor assim, pois se tivesse se virado teria visto a profunda dor presente em meus olhos que essas palavras haviam me causado...

O primeiro adeus...

Muito tempo havia se passado desde que tinha saboreado minha presa...mais ou menos um ano...
Acreditava eu ser autosuficiente, que poderia seguir sozinha, resolvi falar com Alexandre.
Sabia exatamente onde estava...biblioteca. Pelas minhas contas a maior parte de seus dias é passada lá. Entrei pela porta do vestibulo e la estava ele...ainda não estava absorto na sua leitura, estava procurando algo em específico. Quantas vezes já não havia visto aquele olhar? Seus olhos acinzentados percorrendo os títulos rapidamente, sobrancelhas próximas, boca franzida, andando na frente das várias prateleiras em busca de algo que provavelmente levaria horas pra achar, sem ouvir ou ver absolutamente nada a sua volta.
Comecei a me aproximar dele, lenta e silenciosamente, sempre adorei pregar-lhe sustos, e se assustava com singular facilidade, ou fingia muitissimo bem...
Deixei minhas presas aflorarem, se meu coração ainda batesse nesse momento estaria descompassado, sempre tive consciencia do poder que Alexandre possuia.
Acelerei o passo...cada vez mais...e mais...dei um pequeno salto e vi seu corpo se aproximando, sem me perceber, cravei os dentes em seu pescoço.
Logo que sentiu a pequena picada, eu senti maos fortes na minha volta, senti também o chão muito duro nas minhas costas, com uma força avassaladora alexandre me jogou ao chão, se com meu corpo morto assim mesmo dói, creio que se algum fio de vida corresse em mim nessa hora teira se esvaido. Ele teria me destruído, se não visse a tempo que era sua cria, nunca conseguirei descrever com exatidão o que vi em seus olhos naquele momento, de tão profundos que estavam, poderia perder-me neles se tivesse a oportunidade...
-Lilian! Nunca mais faça isso, entendeu?
-Claro ó grande mestre sobre todas as coisas
Meu tom foi zombeteiro, o que automaticamente o deixou irritado. Não consegui reprimir a tempo e um pequeno sorriso sarcástico surgiu em meu rosto.
-Você realmente não entende, não é mesmo? Ser vampira não significa apenas divertir-se o tempo todo, criança, aprenda isso.
Com essa frase por ele falada e prepotente como estava sai do sério, e quando falei minha voz saiu carregada de cólera e desprezo.
-Não tens direito algum em chamar-me de criança. Sei perfeitamente bem que a morte em que me encontro não é uma brincadeira, não tenho necessidade que me lembre de coisa alguma.
-Está bem, talvez você...
-Não quero ouvir!
De repente senti a calma invadir-me e comecei a utilizar um tom extremamente frio.
-Não preciso ouvir.
-Como assim não precisa....?
-Simples, estou dizendo que não preciso mais de ti. Se preocupaste em me ensinar a ser vampira e aprendi muito bem isso, agora não preciso mais dos teus ensinamentos, fique com eles, posso muito bem seguir sem, realmente, não preciso mais deles!!
Dizendo isso virei as costas e segui sem olhar para trás. Talvez se tivesse virado teria voltado e pedido perdão, evitando assim de cometer um dos maiores erros de minha existência...

Aprendizagem...

Era a primeira vez que Lilian caçava, decidi acompanha-la e, caso desse algo errado, poderia interferir.Observei enquanto ela andava pelas ruas, passaram-se alguns minutos até que seus olhos se encontrassem com um rapaz que estava no lado oposto da rua que Lilian se encontrava.
Durante alguns momentos ela observou o rapaz, e por fim decidiu atravessar a rua em sua direção, quando estava bem próxima começou a ir em direção ao chão, caindo. Quando estava pronto para assumir o controle da situação e correr em seu socorro, o rapaz movimentou-se rapidamente aparando-a antes que se machucasse, percebi a tempo que era um truque para se aproximar do garoto, menina esperta esta que criei...
Observeio-os conversar durante algum tempo, não sei quanto, se muito se pouco, a contagem dos minutos e horas ja não tem mais muito valor pra mim, quando vi que começavam a se afastar decidi continuar acompanhando, ainda podia dar algo errado, afinal, era sua primeira caçada...
Seguimos um caminho um tanto longo, até que bruscamente Lilian parou, com o garoto à seu lado.
Percebo outra breve troca de palavras, vejo os dentes da nova vampira aflorarem, ela agarra o rapaz pelo pescoço e o ergue, ele se debate um pouco, ela o deixa sofrer, será uma vampira cruel, percebo isso agora.
Quando finalmente resolve acabar com a tortura do rapaz, baixa-o até poder alcançar seu pescoço com suas presas e começa a sorver seu sangue sem nenhuma pressa, aproveitando o doce liquido, até que deixa o rapaz cair com apenas um tênua fio de vida.
Quando solta a presa seus olhos seguem-na até que atingir o chão, observa por alguns segundos e continua a andar como se nada tivesse acontecido...essa garota é uma promessa vampírica...terei que cuidar de perto para não ser obrigado a tomar medidas...digamos...um tanto...drásticas...