Passo o dia no esconderijo de Derick, ele se mostrou absolutamente encantador e bem-humorado durante toda a noite. Me senti viva, depois de muito tempo...a companhia de Alexandre sempre foi e sempre seria única, porém, me fazia sentir ser o que eu sou, um cadaver que se mistura entre os vivos...
Acordei olhando para 2 poços de tristeza...quase era papel a dor emanante deles...
-Bom dia Bela adormecida, os raios da lua brilham la fora, e esse brilho não nos faz virar pó...pó hoje em dia é contra lei sabia? Somos fora-da-lei além de tudo...tsc...
Ele torce o nariz e olha para mim como se dissesse "Viu?", levanto do lugar onde havia encontrado para dormir. O local é tão diferente da alcova de Alexandre...
Esse lugar parece ter vida, uma casa de vários cômodos antiga com janelas que só são abertas durante a noite, e durante o dia ficam fechadas por grossas camadas de madeira.
A alcova em que antes vivia era um tanto decadente. Um buraco que ele havia cavado em baixo da terra para proteger seus livros e para sobreviver longe do sol, usando isso como um eterno martírio por ser o que era, uma criatura maldita renegada por todas as outras espécies e muitas vezes pela sua própria...ou ao menos assim Alexandre pensa que somos, nada me impede de pensar diferente, ja foi em busca de outros pontos de vista e...
E somos criaturas superiores, no topo da cadeia alimentar, não há nada que possa nos atingir além dos nossos prórprios semelhantes e do Sol, o astro-rei. Humanos morreriam sem ele, nós podemos levar a vida perfeitamente com a sua ausência...
Percebo que Dereck fala algo, mas não ouço som por estar demasiado perdida em meus pensamentos, vejo somente seus lábios em forma de coração se movimentando na minha frente, e parando em um doce sorriso...
-E você não ouviu nenhuma palavra que eu falei, nada sobre as incriveis viagens, o jantar ... nada...
Dereck suspira parecendo decepcionado, por um momento o levo a sério, mas seu jeito brincalhão sempre o denuncia e ele me pucha obrigando-me a levantar.
-Vamos, vamos aproveitar o que a noite tem de bom sem preocupar-nos com as coisas tolas que os humanos são obrigados a prestar atenção..já pensou? nos pararem na rua "Vamos, entrega tudo" com uma arma na mao "Tudo? e minhas presas?" imagine só o quanto não correriam.
Não pude deixar de rir pensando na cena, humanos tem a mania de pensar que estão seguros por portar algo que possam atingir de longe.
-Certo, certo...
Deixo que ele me arraste para fora, para a noite...onde e quando nos camuflamos perfeitamente com o resto da população.
Olho em volta, não sinto fome, a caça da noite passada foi suficiente por algum tempo, e sei que Dereck também já caçou, não sei a quanto tempo, mas suas bochechas coradas denunciam sua satisfação.
-Então, a quanto tempo você não nada?
-Nada?
-è... nada...nadar...costumava ser feito na agua na minha ápoca...
domingo, 7 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Sanguinare est...
Parei com o livro na mão vendo-a partir...a única pessoa com quem me importei desde que entrei nessa existência maldita.
Fiquei, creio eu, nessa posição por vários minutos, até a situação acabar de se mostrar...
Ela se foi...entrou na minha vida e saiu sem deixar rastros...sozinha no mundo dos vampiros, onde ninguém pode confiar ninguém, pois tudo é uma luta pela vida, e seus antigos amigos agora são comifa.
Fico em dúvida até hoje se minha preocupação realmente foi por ela, ou foi um pouco por mim mesmo, afinal, ela se tornou minha responsabilidade a partir do momento em que a transformei.
O desespero como a muito tempo não sentia a pouco foram consumindo o que resta de minha alma...
A dor era quase física, um aperto...uma angústica...um medo...E cada lembrança de seus cabelos, seu sorriso, seu olhos...tudo...me feria como o corte de um punhal.
O livro começou a escorregar por entre meus dedos, e o barulho seco de sua queda no chão destacou tudo que eu sentia.
Virei-me
--Livros...Pra que? Prateleiras e mais prateleiras de livros, objetos inertes que em nada serviram para evitar que Liliand sumisse, que nao adiantaram NADA para poder protege-la. Malditos traidores!
Nâo sei onde minha mente estava naquele momento, mas recordo claramente do que sentia, raiva, dor, medo, tristeza...e parecia que me atirar contra os livros aliviava, e foi exatamente o que eu fiz, primeiramente peguei livro por livro e arremesei-os um por um contra a parede, o teto...o que estivesse ao meu alcance, mas logo a dor o medo e a tristeza começaram a desaparecer, e o que restou foi a raiva, e passei a arremesar prateleiras inteiras, com toda a fúria que consegui reunir, violência....muitas se quebraram, e teria continuado se nao tivesse sido impedido por uma que veio em minha direção, me pegando desprevenido e fazendo com que caísse no chão por baixo dela. Senti meu rosto quente e molhado, levei a mão aos meus olhos, chorava...como não fazia a 400 anos, mas chorava as unicas lágrimas que eu era capaz, sendo essa a unica coisa presente no meu corpo...chorava, por Lilian, lágrimas de sangue...
Fiquei, creio eu, nessa posição por vários minutos, até a situação acabar de se mostrar...
Ela se foi...entrou na minha vida e saiu sem deixar rastros...sozinha no mundo dos vampiros, onde ninguém pode confiar ninguém, pois tudo é uma luta pela vida, e seus antigos amigos agora são comifa.
Fico em dúvida até hoje se minha preocupação realmente foi por ela, ou foi um pouco por mim mesmo, afinal, ela se tornou minha responsabilidade a partir do momento em que a transformei.
O desespero como a muito tempo não sentia a pouco foram consumindo o que resta de minha alma...
A dor era quase física, um aperto...uma angústica...um medo...E cada lembrança de seus cabelos, seu sorriso, seu olhos...tudo...me feria como o corte de um punhal.
O livro começou a escorregar por entre meus dedos, e o barulho seco de sua queda no chão destacou tudo que eu sentia.
Virei-me
--Livros...Pra que? Prateleiras e mais prateleiras de livros, objetos inertes que em nada serviram para evitar que Liliand sumisse, que nao adiantaram NADA para poder protege-la. Malditos traidores!
Nâo sei onde minha mente estava naquele momento, mas recordo claramente do que sentia, raiva, dor, medo, tristeza...e parecia que me atirar contra os livros aliviava, e foi exatamente o que eu fiz, primeiramente peguei livro por livro e arremesei-os um por um contra a parede, o teto...o que estivesse ao meu alcance, mas logo a dor o medo e a tristeza começaram a desaparecer, e o que restou foi a raiva, e passei a arremesar prateleiras inteiras, com toda a fúria que consegui reunir, violência....muitas se quebraram, e teria continuado se nao tivesse sido impedido por uma que veio em minha direção, me pegando desprevenido e fazendo com que caísse no chão por baixo dela. Senti meu rosto quente e molhado, levei a mão aos meus olhos, chorava...como não fazia a 400 anos, mas chorava as unicas lágrimas que eu era capaz, sendo essa a unica coisa presente no meu corpo...chorava, por Lilian, lágrimas de sangue...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Sozinha...
Sai da casa de Alexandre e andei com todas as forças que tinha, decidida a me afastar o máximo possível do local que até então fora meu abrigo, minha casa, e da pessoa que me tratou como uma familia.
Fugi como uma ladra do meu local de conforto, do meu porto seguro...direto para a noite incerta.
Somente horas depois de minha quase fuga parei para pensar no que tinha feito, no que tinha jogado para o auto, simplesmente me desfiz de tudo que conhecia nesse novo mundo que eu agora pertencia sem olhar duas vezes, e sem dizer um até logo em vez de adeus...
Agora não havia mais volta, na minha mente ele jamais aceitaria meu pedido de perdão, talvez porque fosse o que eu faria em seu lugar.
Olheu em volta e tudo que vi foi uma escuridão que devorava tudo sem dó nem piedade, e me senti solitária, perdida em um lugar estranho onde monstros espreitavam a minha volta, até mesmo o mais leve farfalhar de folhas me causava medo, à mim, uma vampira, um ser na cadeira do topo alimentar...
Mas sabia que estava certa por temer...por temer aqueles iguais à mim, Alexandre havia me contado do que eram capazes, e também que não gostavam de Neófitos, novos vampiros quase sempre causam problema, fazem demasiado alarde, vi até mesmo ele exterminando alguns...
A Besta gritou por sangue dentro de mim e senti o sangue queimar por minhas veias e minha garganta arder com as pessoas vivas a minha volta, lutei para me controlar, não aqui...não agora...
Minha principal preocupação não era a fome que sentia, e sim arrumar aliados, vampiros sozinhos sao presas fáceis para Ancillaes, os antigos vampiros...
Sentei na calçada e olhei em volta, as luzes fortes da cidade me doíam um pouco os olhos, meu estomago doía, e se eu fosse capaz choraria, mas meu organismo ainda nao era forte o suficiente para voltar a produzir lágrimas, então nem mesmo elas me serviriam de consolo agora...
Percebi a presença de outro, alguem igual a mim, e senti olhos cravados em meu rosto, olhei em volta com a esperança de ver Alexandre, de que ele tivesse me seguido, que fosse me chamar de menina mimada e me arrastar para casa...mas as esperanças se esvaíram quando deparei com meu observador. Cabelo loiro caindo na altura das orelhas, repicado e levemente bagunçado, como se nao tivesse visto escova ao acordar, olhos verde-azulados, muito claros, alto, mais que Alexandre com certeza, e quando percebeu que eu o fitava abriu um sorriso que podia ser descrito como de orelha a orelha e começou a andar em minha direção.
-Boa noite dama Escarlate. Não sabia que agora também pessoas com tratamento dentario diferenciado tinham o costume de vir aqui, além de mim é claro.
Me prepara mentalmente para dar uma resposta ferina, mas nao tenho tempo, em poucos segundos o rapaz me pucha pela mão alegremente pela rua.
-Desculpe se fui rude, mas tive uma leve impressão que se eu esperasse para você aceitar uma mão estendida viraria cinzas antes. Me chamo Derick, e você como se chama?
-Achei que vampiros pudessem ler pensamentos.
-Claro, claro que podem! Mas que graça teria saber como você gostou de mim e não tem vontade de sair do meu lado? além de sua reação inicial ter sido somente um pequeno choque pela minha beleza pálida nunca vista antes...hahaha
Dereck, o rapaz, começa a rir sozinho e faz algumas caretas de Don Juan, nao resisto a acompanha-lo com um leve sorriso, apesar da minha tristeza.
-E então, moça, como é a sua graça?
-Como? -Pisco os olhos algumas vezes confusa
-Seu nome, fico ressentido em ver como as gerações hoje em dia tem pouco conhecimeto das palavras.
-Meu nome eh Lilian.
-Lilian, um nom doce para uma pessoa doce...bom, depende, doce se a ultima vitima nao for diabetica, pois nesse caso fica impossivel...
Olho para Dereck divertida, seu cenho está franzido e imita a pose da estatua "O penador", no ar. Rio e praticamente me esqueço o que me aborrecia antes de encontra-lo. Ele sorri de volta e pega minha mão me arrastando novamente pela rua.
-Vamos, notei que está com fome, precisa de algo...ou alguem para se alimentar.
Não falo nada e apenas deixo que ele me arraste para um beco. A 2 homens e começo a me dirigir para o mais perto, mas sinto ele me puchando para tras.
-Não, esse não - ele cochicha perto de meu ouvido
-E porque nao? Qual a diferença?
-Ele é um bom homem, não merece morrer.
-Ele é simplesmente comida e...-reviro os olhos e decido nao arranjar confusao, caminho até o homem que esta mais longe, Dereck leva o outro homem para fora do beco com alguma desculpa esfarrapada, enquanto eu caminho para o outro homem, não me dou ao trabalho de fazer jogos, minha fome é muita para isso. Meus dentes já estão a amostra, e meus passos são de uma caçadora. Consigo sentir o cheiro de medo vindo do homem.
Me aproximo devagar, brincando com o medo dele, saboreio cada segundo, cravo minhas garras em seu pescoço, nao o mato, soh olho fundo em seus olhos. Até ouvir uma voz atrás de mim e sentir uma mao fria em meu ombro.
-Anda Lilian, ninguem merece passar por isso...
Cravo minhas presas no homem e sinto o sangue escorrer para dentro de mim...ah essa sensação...é a mesma coisa que alcool para um alcolatra, ou ópio para um viciado, com a diferença que em vez de me matar, é a unica coisa que me faz viver...
Fugi como uma ladra do meu local de conforto, do meu porto seguro...direto para a noite incerta.
Somente horas depois de minha quase fuga parei para pensar no que tinha feito, no que tinha jogado para o auto, simplesmente me desfiz de tudo que conhecia nesse novo mundo que eu agora pertencia sem olhar duas vezes, e sem dizer um até logo em vez de adeus...
Agora não havia mais volta, na minha mente ele jamais aceitaria meu pedido de perdão, talvez porque fosse o que eu faria em seu lugar.
Olheu em volta e tudo que vi foi uma escuridão que devorava tudo sem dó nem piedade, e me senti solitária, perdida em um lugar estranho onde monstros espreitavam a minha volta, até mesmo o mais leve farfalhar de folhas me causava medo, à mim, uma vampira, um ser na cadeira do topo alimentar...
Mas sabia que estava certa por temer...por temer aqueles iguais à mim, Alexandre havia me contado do que eram capazes, e também que não gostavam de Neófitos, novos vampiros quase sempre causam problema, fazem demasiado alarde, vi até mesmo ele exterminando alguns...
A Besta gritou por sangue dentro de mim e senti o sangue queimar por minhas veias e minha garganta arder com as pessoas vivas a minha volta, lutei para me controlar, não aqui...não agora...
Minha principal preocupação não era a fome que sentia, e sim arrumar aliados, vampiros sozinhos sao presas fáceis para Ancillaes, os antigos vampiros...
Sentei na calçada e olhei em volta, as luzes fortes da cidade me doíam um pouco os olhos, meu estomago doía, e se eu fosse capaz choraria, mas meu organismo ainda nao era forte o suficiente para voltar a produzir lágrimas, então nem mesmo elas me serviriam de consolo agora...
Percebi a presença de outro, alguem igual a mim, e senti olhos cravados em meu rosto, olhei em volta com a esperança de ver Alexandre, de que ele tivesse me seguido, que fosse me chamar de menina mimada e me arrastar para casa...mas as esperanças se esvaíram quando deparei com meu observador. Cabelo loiro caindo na altura das orelhas, repicado e levemente bagunçado, como se nao tivesse visto escova ao acordar, olhos verde-azulados, muito claros, alto, mais que Alexandre com certeza, e quando percebeu que eu o fitava abriu um sorriso que podia ser descrito como de orelha a orelha e começou a andar em minha direção.
-Boa noite dama Escarlate. Não sabia que agora também pessoas com tratamento dentario diferenciado tinham o costume de vir aqui, além de mim é claro.
Me prepara mentalmente para dar uma resposta ferina, mas nao tenho tempo, em poucos segundos o rapaz me pucha pela mão alegremente pela rua.
-Desculpe se fui rude, mas tive uma leve impressão que se eu esperasse para você aceitar uma mão estendida viraria cinzas antes. Me chamo Derick, e você como se chama?
-Achei que vampiros pudessem ler pensamentos.
-Claro, claro que podem! Mas que graça teria saber como você gostou de mim e não tem vontade de sair do meu lado? além de sua reação inicial ter sido somente um pequeno choque pela minha beleza pálida nunca vista antes...hahaha
Dereck, o rapaz, começa a rir sozinho e faz algumas caretas de Don Juan, nao resisto a acompanha-lo com um leve sorriso, apesar da minha tristeza.
-E então, moça, como é a sua graça?
-Como? -Pisco os olhos algumas vezes confusa
-Seu nome, fico ressentido em ver como as gerações hoje em dia tem pouco conhecimeto das palavras.
-Meu nome eh Lilian.
-Lilian, um nom doce para uma pessoa doce...bom, depende, doce se a ultima vitima nao for diabetica, pois nesse caso fica impossivel...
Olho para Dereck divertida, seu cenho está franzido e imita a pose da estatua "O penador", no ar. Rio e praticamente me esqueço o que me aborrecia antes de encontra-lo. Ele sorri de volta e pega minha mão me arrastando novamente pela rua.
-Vamos, notei que está com fome, precisa de algo...ou alguem para se alimentar.
Não falo nada e apenas deixo que ele me arraste para um beco. A 2 homens e começo a me dirigir para o mais perto, mas sinto ele me puchando para tras.
-Não, esse não - ele cochicha perto de meu ouvido
-E porque nao? Qual a diferença?
-Ele é um bom homem, não merece morrer.
-Ele é simplesmente comida e...-reviro os olhos e decido nao arranjar confusao, caminho até o homem que esta mais longe, Dereck leva o outro homem para fora do beco com alguma desculpa esfarrapada, enquanto eu caminho para o outro homem, não me dou ao trabalho de fazer jogos, minha fome é muita para isso. Meus dentes já estão a amostra, e meus passos são de uma caçadora. Consigo sentir o cheiro de medo vindo do homem.
Me aproximo devagar, brincando com o medo dele, saboreio cada segundo, cravo minhas garras em seu pescoço, nao o mato, soh olho fundo em seus olhos. Até ouvir uma voz atrás de mim e sentir uma mao fria em meu ombro.
-Anda Lilian, ninguem merece passar por isso...
Cravo minhas presas no homem e sinto o sangue escorrer para dentro de mim...ah essa sensação...é a mesma coisa que alcool para um alcolatra, ou ópio para um viciado, com a diferença que em vez de me matar, é a unica coisa que me faz viver...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Novidades...
Mais uma vez estava eu na biblioteca perdido em minhas pesquisas, sobre a linhagem de Lilian que suspeitava ser de bruxos ou até mesmo vampiros poderosos, pois a maneira como havia desenvolvido seus poderes em apenas 12 meses era inacreditável.
Procurava um livro em específico, com linhagens seculares, porém não tive a oportunidade de encontra-lo pois senti uma fisgada em meu pescoço e instintivamente reagi protegendo-me do invasor, jogando-o contra o chão com uma boa parcela de minha força, quando olhei o que tinha arremessado percebi que era Lilian com outro de seus sustos. Minha voz quando falei soou raivosa, porém era a ultima coisa que sentia, pos possuía uma real afeição por Lilian, apenas não queria machucá-la...
-Lilian! Nunca mais faça isso, entendeu?
-Claro ó grande mestre sobre todas as coisas!
Com essa frase realmente perdi a calma, por não havia sido dita em um tom de brincadeira, e sim de...ameaça...
-Você realmente não entende, não é mesmo? Ser vampira não significa apenas divertir-se o tempo todo criança, aprenda isso.
Assim que terminei de falar percebi o quanto havia sido rude e resolvi me redmir, sabia que Lilian não precisava ouvir isso, estava pronto para desculpar-me, coisa que jamais havia feito, quando percebi que os lábios dela se abriam novamente para falar.
-Não tens direito algum de chamar-me de criança. Sei perfeitamente bem que a morte em que me encontro não é uma brincadeira, não tenho necessidade que me lembre de coisa alguma.
Fiquei um pouco sem graça com a bronca que levei de Lilian por causa das minhas palavras duras e ainda assim tentei me redimir...
-Está bem, talvez você...
-Não quero ouvir!
Depois de alguns segundos a expressão de Lilian mudou completamente e a frase que foi dita a seguir foi pronunciada em um tom frio, cortante...
-Não preciso ouvir.
Fiquei um pouco confuso com essas palavras.
-Como assim não precisa...?
-Simples, estou dizendo que não preciso mais de ti. Se preocupaste em me ensinar a ser vampira e aprendi muito bem isso, agora não preciso mais dos seus ensinamentos, fique com eles, posso muito bem seguir sem, realmente não preciso mais deles.
Falando isso ela se viro e saiu sem olhar para trás, talvez tenha sido melhor assim, pois se tivesse se virado teria visto a profunda dor presente em meus olhos que essas palavras haviam me causado...
Procurava um livro em específico, com linhagens seculares, porém não tive a oportunidade de encontra-lo pois senti uma fisgada em meu pescoço e instintivamente reagi protegendo-me do invasor, jogando-o contra o chão com uma boa parcela de minha força, quando olhei o que tinha arremessado percebi que era Lilian com outro de seus sustos. Minha voz quando falei soou raivosa, porém era a ultima coisa que sentia, pos possuía uma real afeição por Lilian, apenas não queria machucá-la...
-Lilian! Nunca mais faça isso, entendeu?
-Claro ó grande mestre sobre todas as coisas!
Com essa frase realmente perdi a calma, por não havia sido dita em um tom de brincadeira, e sim de...ameaça...
-Você realmente não entende, não é mesmo? Ser vampira não significa apenas divertir-se o tempo todo criança, aprenda isso.
Assim que terminei de falar percebi o quanto havia sido rude e resolvi me redmir, sabia que Lilian não precisava ouvir isso, estava pronto para desculpar-me, coisa que jamais havia feito, quando percebi que os lábios dela se abriam novamente para falar.
-Não tens direito algum de chamar-me de criança. Sei perfeitamente bem que a morte em que me encontro não é uma brincadeira, não tenho necessidade que me lembre de coisa alguma.
Fiquei um pouco sem graça com a bronca que levei de Lilian por causa das minhas palavras duras e ainda assim tentei me redimir...
-Está bem, talvez você...
-Não quero ouvir!
Depois de alguns segundos a expressão de Lilian mudou completamente e a frase que foi dita a seguir foi pronunciada em um tom frio, cortante...
-Não preciso ouvir.
Fiquei um pouco confuso com essas palavras.
-Como assim não precisa...?
-Simples, estou dizendo que não preciso mais de ti. Se preocupaste em me ensinar a ser vampira e aprendi muito bem isso, agora não preciso mais dos seus ensinamentos, fique com eles, posso muito bem seguir sem, realmente não preciso mais deles.
Falando isso ela se viro e saiu sem olhar para trás, talvez tenha sido melhor assim, pois se tivesse se virado teria visto a profunda dor presente em meus olhos que essas palavras haviam me causado...
O primeiro adeus...
Muito tempo havia se passado desde que tinha saboreado minha presa...mais ou menos um ano...
Acreditava eu ser autosuficiente, que poderia seguir sozinha, resolvi falar com Alexandre.
Sabia exatamente onde estava...biblioteca. Pelas minhas contas a maior parte de seus dias é passada lá. Entrei pela porta do vestibulo e la estava ele...ainda não estava absorto na sua leitura, estava procurando algo em específico. Quantas vezes já não havia visto aquele olhar? Seus olhos acinzentados percorrendo os títulos rapidamente, sobrancelhas próximas, boca franzida, andando na frente das várias prateleiras em busca de algo que provavelmente levaria horas pra achar, sem ouvir ou ver absolutamente nada a sua volta.
Comecei a me aproximar dele, lenta e silenciosamente, sempre adorei pregar-lhe sustos, e se assustava com singular facilidade, ou fingia muitissimo bem...
Deixei minhas presas aflorarem, se meu coração ainda batesse nesse momento estaria descompassado, sempre tive consciencia do poder que Alexandre possuia.
Acelerei o passo...cada vez mais...e mais...dei um pequeno salto e vi seu corpo se aproximando, sem me perceber, cravei os dentes em seu pescoço.
Logo que sentiu a pequena picada, eu senti maos fortes na minha volta, senti também o chão muito duro nas minhas costas, com uma força avassaladora alexandre me jogou ao chão, se com meu corpo morto assim mesmo dói, creio que se algum fio de vida corresse em mim nessa hora teira se esvaido. Ele teria me destruído, se não visse a tempo que era sua cria, nunca conseguirei descrever com exatidão o que vi em seus olhos naquele momento, de tão profundos que estavam, poderia perder-me neles se tivesse a oportunidade...
-Lilian! Nunca mais faça isso, entendeu?
-Claro ó grande mestre sobre todas as coisas
Meu tom foi zombeteiro, o que automaticamente o deixou irritado. Não consegui reprimir a tempo e um pequeno sorriso sarcástico surgiu em meu rosto.
-Você realmente não entende, não é mesmo? Ser vampira não significa apenas divertir-se o tempo todo, criança, aprenda isso.
Com essa frase por ele falada e prepotente como estava sai do sério, e quando falei minha voz saiu carregada de cólera e desprezo.
-Não tens direito algum em chamar-me de criança. Sei perfeitamente bem que a morte em que me encontro não é uma brincadeira, não tenho necessidade que me lembre de coisa alguma.
-Está bem, talvez você...
-Não quero ouvir!
De repente senti a calma invadir-me e comecei a utilizar um tom extremamente frio.
-Não preciso ouvir.
-Como assim não precisa....?
-Simples, estou dizendo que não preciso mais de ti. Se preocupaste em me ensinar a ser vampira e aprendi muito bem isso, agora não preciso mais dos teus ensinamentos, fique com eles, posso muito bem seguir sem, realmente, não preciso mais deles!!
Dizendo isso virei as costas e segui sem olhar para trás. Talvez se tivesse virado teria voltado e pedido perdão, evitando assim de cometer um dos maiores erros de minha existência...
Acreditava eu ser autosuficiente, que poderia seguir sozinha, resolvi falar com Alexandre.
Sabia exatamente onde estava...biblioteca. Pelas minhas contas a maior parte de seus dias é passada lá. Entrei pela porta do vestibulo e la estava ele...ainda não estava absorto na sua leitura, estava procurando algo em específico. Quantas vezes já não havia visto aquele olhar? Seus olhos acinzentados percorrendo os títulos rapidamente, sobrancelhas próximas, boca franzida, andando na frente das várias prateleiras em busca de algo que provavelmente levaria horas pra achar, sem ouvir ou ver absolutamente nada a sua volta.
Comecei a me aproximar dele, lenta e silenciosamente, sempre adorei pregar-lhe sustos, e se assustava com singular facilidade, ou fingia muitissimo bem...
Deixei minhas presas aflorarem, se meu coração ainda batesse nesse momento estaria descompassado, sempre tive consciencia do poder que Alexandre possuia.
Acelerei o passo...cada vez mais...e mais...dei um pequeno salto e vi seu corpo se aproximando, sem me perceber, cravei os dentes em seu pescoço.
Logo que sentiu a pequena picada, eu senti maos fortes na minha volta, senti também o chão muito duro nas minhas costas, com uma força avassaladora alexandre me jogou ao chão, se com meu corpo morto assim mesmo dói, creio que se algum fio de vida corresse em mim nessa hora teira se esvaido. Ele teria me destruído, se não visse a tempo que era sua cria, nunca conseguirei descrever com exatidão o que vi em seus olhos naquele momento, de tão profundos que estavam, poderia perder-me neles se tivesse a oportunidade...
-Lilian! Nunca mais faça isso, entendeu?
-Claro ó grande mestre sobre todas as coisas
Meu tom foi zombeteiro, o que automaticamente o deixou irritado. Não consegui reprimir a tempo e um pequeno sorriso sarcástico surgiu em meu rosto.
-Você realmente não entende, não é mesmo? Ser vampira não significa apenas divertir-se o tempo todo, criança, aprenda isso.
Com essa frase por ele falada e prepotente como estava sai do sério, e quando falei minha voz saiu carregada de cólera e desprezo.
-Não tens direito algum em chamar-me de criança. Sei perfeitamente bem que a morte em que me encontro não é uma brincadeira, não tenho necessidade que me lembre de coisa alguma.
-Está bem, talvez você...
-Não quero ouvir!
De repente senti a calma invadir-me e comecei a utilizar um tom extremamente frio.
-Não preciso ouvir.
-Como assim não precisa....?
-Simples, estou dizendo que não preciso mais de ti. Se preocupaste em me ensinar a ser vampira e aprendi muito bem isso, agora não preciso mais dos teus ensinamentos, fique com eles, posso muito bem seguir sem, realmente, não preciso mais deles!!
Dizendo isso virei as costas e segui sem olhar para trás. Talvez se tivesse virado teria voltado e pedido perdão, evitando assim de cometer um dos maiores erros de minha existência...
Aprendizagem...
Era a primeira vez que Lilian caçava, decidi acompanha-la e, caso desse algo errado, poderia interferir.Observei enquanto ela andava pelas ruas, passaram-se alguns minutos até que seus olhos se encontrassem com um rapaz que estava no lado oposto da rua que Lilian se encontrava.
Durante alguns momentos ela observou o rapaz, e por fim decidiu atravessar a rua em sua direção, quando estava bem próxima começou a ir em direção ao chão, caindo. Quando estava pronto para assumir o controle da situação e correr em seu socorro, o rapaz movimentou-se rapidamente aparando-a antes que se machucasse, percebi a tempo que era um truque para se aproximar do garoto, menina esperta esta que criei...
Observeio-os conversar durante algum tempo, não sei quanto, se muito se pouco, a contagem dos minutos e horas ja não tem mais muito valor pra mim, quando vi que começavam a se afastar decidi continuar acompanhando, ainda podia dar algo errado, afinal, era sua primeira caçada...
Seguimos um caminho um tanto longo, até que bruscamente Lilian parou, com o garoto à seu lado.
Percebo outra breve troca de palavras, vejo os dentes da nova vampira aflorarem, ela agarra o rapaz pelo pescoço e o ergue, ele se debate um pouco, ela o deixa sofrer, será uma vampira cruel, percebo isso agora.
Quando finalmente resolve acabar com a tortura do rapaz, baixa-o até poder alcançar seu pescoço com suas presas e começa a sorver seu sangue sem nenhuma pressa, aproveitando o doce liquido, até que deixa o rapaz cair com apenas um tênua fio de vida.
Quando solta a presa seus olhos seguem-na até que atingir o chão, observa por alguns segundos e continua a andar como se nada tivesse acontecido...essa garota é uma promessa vampírica...terei que cuidar de perto para não ser obrigado a tomar medidas...digamos...um tanto...drásticas...
Durante alguns momentos ela observou o rapaz, e por fim decidiu atravessar a rua em sua direção, quando estava bem próxima começou a ir em direção ao chão, caindo. Quando estava pronto para assumir o controle da situação e correr em seu socorro, o rapaz movimentou-se rapidamente aparando-a antes que se machucasse, percebi a tempo que era um truque para se aproximar do garoto, menina esperta esta que criei...
Observeio-os conversar durante algum tempo, não sei quanto, se muito se pouco, a contagem dos minutos e horas ja não tem mais muito valor pra mim, quando vi que começavam a se afastar decidi continuar acompanhando, ainda podia dar algo errado, afinal, era sua primeira caçada...
Seguimos um caminho um tanto longo, até que bruscamente Lilian parou, com o garoto à seu lado.
Percebo outra breve troca de palavras, vejo os dentes da nova vampira aflorarem, ela agarra o rapaz pelo pescoço e o ergue, ele se debate um pouco, ela o deixa sofrer, será uma vampira cruel, percebo isso agora.
Quando finalmente resolve acabar com a tortura do rapaz, baixa-o até poder alcançar seu pescoço com suas presas e começa a sorver seu sangue sem nenhuma pressa, aproveitando o doce liquido, até que deixa o rapaz cair com apenas um tênua fio de vida.
Quando solta a presa seus olhos seguem-na até que atingir o chão, observa por alguns segundos e continua a andar como se nada tivesse acontecido...essa garota é uma promessa vampírica...terei que cuidar de perto para não ser obrigado a tomar medidas...digamos...um tanto...drásticas...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
A primeira vez...
Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, sei que é verdade, jamais esqueci a primeira vez que fui caçar...
Estava em companhia do rapaz que me transformou....Alexandre. porém ele não acompanhou-me na caçada....ficou observando de longe para ver como eu me saía sozinha.
Vi um rapaz perto de um beco, senti um cheiro....saboroso sendo exalado por ele, assim decidi quem seria minha primeira presa.
Resolvi fazer uso das armas que possuia para me aproximar.Eu estava com salto, atravessei a rua deliberadamente distraida, e quando me aproximei o suficiente simulei que havia tropeçado e começava a cair, o rapaz correu para me amparar. Olhei agradecida para ele.
-Obrigada, se não fosse você teria caído neste chão de pedra e não sei que estragos teria sofrido.
O rapaz já estava encantado comigo.
- A senhorita está correndo muito perigo andando por aí sozinha. Por favor deixe-me acompanha-la.
Assenti. Estava sendo fácil e divertido, exatamente como Alexandre havia dito que seria. Resolvo fazer uma pequena ironia e imitar em alguns pontos o dia em que fui mordida. Parei e ele parou ao meu lado.
-Já chegamos?
-Não....mas me deu fome e resolvi fazer um pequeno lanche....
Ele me olhou com curiosidade...porém quando viu minhas presas surgindo e indo em direção a sua garganta já não queria mais proteger-me ou acompanhar-me, queria fugir, se salvar, o enteresse anterior dele havia dado lugar ao medo.
Não resisti e segurei-o por algum tempo...fazendo- ver minhas presas e meus olhos que haviam mudado de cor...
Quando finalmente cravei meus dentes em seu pescoço senti o gosto do seu sangue que era ainda melhor do que o de Alexandre! Tinha alguma coisa diferente...tinha vida!
Esperei até perceber que sua pele começava a ficar arroxeada e soltei-o no chão. Olhei em volta...o tolo não havia nem ao menos percebido que estávamos em um campo e não havia casas em volta...ninguem poderia morar nesse lugar e nem o seu corpo seria encontrado.
Virei as costas para o corpo e comecei a andar como se nada tivesse acontecido...parti com a ótima sensação de...estômago cheio! E pensei em quando faria isso de novo...
Estava em companhia do rapaz que me transformou....Alexandre. porém ele não acompanhou-me na caçada....ficou observando de longe para ver como eu me saía sozinha.
Vi um rapaz perto de um beco, senti um cheiro....saboroso sendo exalado por ele, assim decidi quem seria minha primeira presa.
Resolvi fazer uso das armas que possuia para me aproximar.Eu estava com salto, atravessei a rua deliberadamente distraida, e quando me aproximei o suficiente simulei que havia tropeçado e começava a cair, o rapaz correu para me amparar. Olhei agradecida para ele.
-Obrigada, se não fosse você teria caído neste chão de pedra e não sei que estragos teria sofrido.
O rapaz já estava encantado comigo.
- A senhorita está correndo muito perigo andando por aí sozinha. Por favor deixe-me acompanha-la.
Assenti. Estava sendo fácil e divertido, exatamente como Alexandre havia dito que seria. Resolvo fazer uma pequena ironia e imitar em alguns pontos o dia em que fui mordida. Parei e ele parou ao meu lado.
-Já chegamos?
-Não....mas me deu fome e resolvi fazer um pequeno lanche....
Ele me olhou com curiosidade...porém quando viu minhas presas surgindo e indo em direção a sua garganta já não queria mais proteger-me ou acompanhar-me, queria fugir, se salvar, o enteresse anterior dele havia dado lugar ao medo.
Não resisti e segurei-o por algum tempo...fazendo- ver minhas presas e meus olhos que haviam mudado de cor...
Quando finalmente cravei meus dentes em seu pescoço senti o gosto do seu sangue que era ainda melhor do que o de Alexandre! Tinha alguma coisa diferente...tinha vida!
Esperei até perceber que sua pele começava a ficar arroxeada e soltei-o no chão. Olhei em volta...o tolo não havia nem ao menos percebido que estávamos em um campo e não havia casas em volta...ninguem poderia morar nesse lugar e nem o seu corpo seria encontrado.
Virei as costas para o corpo e comecei a andar como se nada tivesse acontecido...parti com a ótima sensação de...estômago cheio! E pensei em quando faria isso de novo...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A escolha
A primeira vez que a vi foi saindo de um prédio que, acredito eu, era seu trabalho, parecia solitária, porém não indefesa, emanava uma força incomum.
Segui-a até sua casa....mas não pude entrar por falta de convite. Malditas sejam as regras vampíricas!
Calmamente esperei até que ela saísse de novo, o que não demorou muito, continuei seguindo-a. Vi-a entrar em um bar e sentar-se em uma mesa perto da janela, esperar o garoçom e pedir um whisk, não estava com paciência para esperar até que ela saísse....fui embora.
Estava decidido a deixar de caçar áquela mulher....mas algo me impedia de seguir esta decisão. Novamente segui para a frente do prédio, observei enquanto ela saía e me pus atrás de seus passos.
Essa cena se repetiu vários dias...para não dizer semanas´...até que conhecia sua rotina e sua alma tão bem quanto ela mesma....talvez melhor.
Por fim havia chegado o dia que cuidadosamente escolhi. Desta vez quando a vi passar pela porta do bar, segui logo atrás, tomei o cuidado em escolher uma mesa em que meu rosto ficasse de frente para o dela.
Por algum tempo me contentei em observá-la. Não chamou o maitrê, nunca chamava, sempre esperava que viesse até ela....creio que era muito orgulhosa para fazer algo que diferrise disso.
Antes que o rapaz tivesse a oportunidade de atendê-la, fui até sua mesa e me sentei na cadeira mais p´roxima que havia sem que eu estivesse ao seu lado.
Sorri, chamei o atendente e pedi um vinho para mim e um whisk para ela....como havia oservado-a fazer tantas e tantas vezes.
Observei com divertimento o espanto estampado em seu rosto quando eu não precisei perguntar o que ela queria. Um sorriso novamente teimou aparecer em meus lábios.
Os drinks chegaram. Fiquei passando meus dedos pela borda do meu copo. Ela nem ao menos fez menção de beber.Estava demasiado tensa por conta do silêncio prolongado. Ri abertamente. Ela pensava em como começar um assunto....resolvi eu mesmo fazê-lo.
-Não precisa.
Ela me fitou por algum tempo sem entender.
-Apesar de não estarmos produzindo som algum estamos nos comunicando desde que você passou por aquela porta -Disse, apontando para a saída.
Seu cheiro mudou assim como seu humor....estava com medo.
-Eu sei que estás curiosas para descobrir quem sou eu....ou pelo menos um pouco mais de mim, acho justo, já que já sei o suficiente sobre você.
Levantei e estendi minha mão para ela, não sem algum receio mas quase que imediatamente aceitou.
A noite estava linda....percebi que ela pensava o mesmo. Quando decidi que já estávamos suficientemente afastados parei.
Virei calmamente para ela e sorri, agora com as presas à amostra....ninguém poderia fazer idéia de como eu havia esperado por isso.
Percebi seu intuito de fugir e rapidamente a segurei pelo pescoço, cuidando para não machucá-la ou sufocá-la.
-Não tenhas medo criança....ontem eras uma simples mortal....hoje vou te dar a vida eterna!
Vi que se acalmava, pois aos poucos foi parando de se debater, sentiu que minhas intenções não eram ruins.
Cravei meus dentes em seu pescoço, senti seu doce sangue entrando e queimando minha garganta....já havia feito isso várias vezes....mas mesmo depois de tantos séculos o êxtase era o mesmo.
Quando senti que se eu insistisse em continuar ela morreria, tirei minhas presas de seu pescoço, segurei-a gentilmente , abri meu pulso e lhe ofereci o sangue para beber.
Quando já era o suficiente ela se ergueu sozinha e havia um novo brilho em seus olhos...era uma nova mulher ....uma vampira.
Segui-a até sua casa....mas não pude entrar por falta de convite. Malditas sejam as regras vampíricas!
Calmamente esperei até que ela saísse de novo, o que não demorou muito, continuei seguindo-a. Vi-a entrar em um bar e sentar-se em uma mesa perto da janela, esperar o garoçom e pedir um whisk, não estava com paciência para esperar até que ela saísse....fui embora.
Estava decidido a deixar de caçar áquela mulher....mas algo me impedia de seguir esta decisão. Novamente segui para a frente do prédio, observei enquanto ela saía e me pus atrás de seus passos.
Essa cena se repetiu vários dias...para não dizer semanas´...até que conhecia sua rotina e sua alma tão bem quanto ela mesma....talvez melhor.
Por fim havia chegado o dia que cuidadosamente escolhi. Desta vez quando a vi passar pela porta do bar, segui logo atrás, tomei o cuidado em escolher uma mesa em que meu rosto ficasse de frente para o dela.
Por algum tempo me contentei em observá-la. Não chamou o maitrê, nunca chamava, sempre esperava que viesse até ela....creio que era muito orgulhosa para fazer algo que diferrise disso.
Antes que o rapaz tivesse a oportunidade de atendê-la, fui até sua mesa e me sentei na cadeira mais p´roxima que havia sem que eu estivesse ao seu lado.
Sorri, chamei o atendente e pedi um vinho para mim e um whisk para ela....como havia oservado-a fazer tantas e tantas vezes.
Observei com divertimento o espanto estampado em seu rosto quando eu não precisei perguntar o que ela queria. Um sorriso novamente teimou aparecer em meus lábios.
Os drinks chegaram. Fiquei passando meus dedos pela borda do meu copo. Ela nem ao menos fez menção de beber.Estava demasiado tensa por conta do silêncio prolongado. Ri abertamente. Ela pensava em como começar um assunto....resolvi eu mesmo fazê-lo.
-Não precisa.
Ela me fitou por algum tempo sem entender.
-Apesar de não estarmos produzindo som algum estamos nos comunicando desde que você passou por aquela porta -Disse, apontando para a saída.
Seu cheiro mudou assim como seu humor....estava com medo.
-Eu sei que estás curiosas para descobrir quem sou eu....ou pelo menos um pouco mais de mim, acho justo, já que já sei o suficiente sobre você.
Levantei e estendi minha mão para ela, não sem algum receio mas quase que imediatamente aceitou.
A noite estava linda....percebi que ela pensava o mesmo. Quando decidi que já estávamos suficientemente afastados parei.
Virei calmamente para ela e sorri, agora com as presas à amostra....ninguém poderia fazer idéia de como eu havia esperado por isso.
Percebi seu intuito de fugir e rapidamente a segurei pelo pescoço, cuidando para não machucá-la ou sufocá-la.
-Não tenhas medo criança....ontem eras uma simples mortal....hoje vou te dar a vida eterna!
Vi que se acalmava, pois aos poucos foi parando de se debater, sentiu que minhas intenções não eram ruins.
Cravei meus dentes em seu pescoço, senti seu doce sangue entrando e queimando minha garganta....já havia feito isso várias vezes....mas mesmo depois de tantos séculos o êxtase era o mesmo.
Quando senti que se eu insistisse em continuar ela morreria, tirei minhas presas de seu pescoço, segurei-a gentilmente , abri meu pulso e lhe ofereci o sangue para beber.
Quando já era o suficiente ela se ergueu sozinha e havia um novo brilho em seus olhos...era uma nova mulher ....uma vampira.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Despertar....
Lembro como se fosse ontem....embora faça séculos...
Eu estava em um bar que frequentava todos os dias após o trabalho....Sempre considerei um whisk bom para relaxar. Sentei à mesa costumeira e esperei o garçom. Meus olhos foram atraídos por um sujeito estranhamente pálido sentado de frente para mim. Cabelos morenos, olhos claros e corpo esguio.... nunca o havia visto naquele local ou em outro....disso tinha certeza.
Ele levantou-se calmamente e se aproximou de mim, alto e com um sorriso ao mesmo tempo encantador e sarcástico.Ele pediu licença e sentou-se ao meu lado. Algo naquele homem me deixava nervosa.
Chamou o garçom e pediu dois drinks....um vinho para ele e um whisk para mim....estranhei por não ter perguntado nada....apesar de saber.
Quando os drinques chegaram ele sorriu e ficou brincando com a beirada do copo...passando os dedos à sua volta....
Não havíamos trocado uma palavra...o silêncio estava me deixando louca....decidi que tinha que quebrá-lo de alguma forma.
Ele riu abertamente e disse:
-Não precisa, apesar de não produzirmos nenhum som estamos nos comunicando desde que você passou por aquela porta.
Assustei-me. Não havia como ele ter adivinhado isso...de alguma forma ele lia meus pensamentos!
-Sei que queres saber mais de mim... eu ja sei o suficiente de você, me acompanhe que vou satisfazer sua curiosidade.
Ele levantou-se e ofereceu sua mão, eu a segurei.
Ele me guiou para fora do bar e começamos a caminhar lado a lado na noite.
O céu estava lindo...muitas estrelas e lua crescente.
O meu acompanhante e aparentemente guia parou bruptamente, eu pressenti que havia algo por acontecer.
Ele sorriu e algo estava diferente...algo em seu rosto havia mudado....olhei com mais atenção...seus caninos antes normais estavam salientes!
Pressentindo perigo quis correr...quis gritar! Mas não houve tempo, suas mãos estavam fortes em minha garganta, fortes o suficiente para que tudo que eu conseguisse fazer fosse respirar.
-Não tenha medo criança....ontem era uma simples mortal....hoje escolho-te e te dou a vida eterna!
Essas palavras por mais incrível que seja me acalmaram, o homem não queria meu mal....ao menos não de certo modo.
Ele cravou os dentes em meu pescoço e se pôs a sugar meu sangue. Quando achei que não fosse mais capaz de aguentar...que iria morrer...ele me soltou e amparou-me antes de me deixar tocar o chão.
Cortou seu próprio pulso e o sangue se pôs imediatamente a escorrer, forçou meus lábios e deixou escorrer o sangue pela minha garganta, me fazendo beber aquele doce néctar...
afastei minha boca e me ergui sozinha...era uma nova mulher...uma mulher imortal!
Eu estava em um bar que frequentava todos os dias após o trabalho....Sempre considerei um whisk bom para relaxar. Sentei à mesa costumeira e esperei o garçom. Meus olhos foram atraídos por um sujeito estranhamente pálido sentado de frente para mim. Cabelos morenos, olhos claros e corpo esguio.... nunca o havia visto naquele local ou em outro....disso tinha certeza.
Ele levantou-se calmamente e se aproximou de mim, alto e com um sorriso ao mesmo tempo encantador e sarcástico.Ele pediu licença e sentou-se ao meu lado. Algo naquele homem me deixava nervosa.
Chamou o garçom e pediu dois drinks....um vinho para ele e um whisk para mim....estranhei por não ter perguntado nada....apesar de saber.
Quando os drinques chegaram ele sorriu e ficou brincando com a beirada do copo...passando os dedos à sua volta....
Não havíamos trocado uma palavra...o silêncio estava me deixando louca....decidi que tinha que quebrá-lo de alguma forma.
Ele riu abertamente e disse:
-Não precisa, apesar de não produzirmos nenhum som estamos nos comunicando desde que você passou por aquela porta.
Assustei-me. Não havia como ele ter adivinhado isso...de alguma forma ele lia meus pensamentos!
-Sei que queres saber mais de mim... eu ja sei o suficiente de você, me acompanhe que vou satisfazer sua curiosidade.
Ele levantou-se e ofereceu sua mão, eu a segurei.
Ele me guiou para fora do bar e começamos a caminhar lado a lado na noite.
O céu estava lindo...muitas estrelas e lua crescente.
O meu acompanhante e aparentemente guia parou bruptamente, eu pressenti que havia algo por acontecer.
Ele sorriu e algo estava diferente...algo em seu rosto havia mudado....olhei com mais atenção...seus caninos antes normais estavam salientes!
Pressentindo perigo quis correr...quis gritar! Mas não houve tempo, suas mãos estavam fortes em minha garganta, fortes o suficiente para que tudo que eu conseguisse fazer fosse respirar.
-Não tenha medo criança....ontem era uma simples mortal....hoje escolho-te e te dou a vida eterna!
Essas palavras por mais incrível que seja me acalmaram, o homem não queria meu mal....ao menos não de certo modo.
Ele cravou os dentes em meu pescoço e se pôs a sugar meu sangue. Quando achei que não fosse mais capaz de aguentar...que iria morrer...ele me soltou e amparou-me antes de me deixar tocar o chão.
Cortou seu próprio pulso e o sangue se pôs imediatamente a escorrer, forçou meus lábios e deixou escorrer o sangue pela minha garganta, me fazendo beber aquele doce néctar...
afastei minha boca e me ergui sozinha...era uma nova mulher...uma mulher imortal!
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