Mais uma vez estava eu na biblioteca perdido em minhas pesquisas, sobre a linhagem de Lilian que suspeitava ser de bruxos ou até mesmo vampiros poderosos, pois a maneira como havia desenvolvido seus poderes em apenas 12 meses era inacreditável.
Procurava um livro em específico, com linhagens seculares, porém não tive a oportunidade de encontra-lo pois senti uma fisgada em meu pescoço e instintivamente reagi protegendo-me do invasor, jogando-o contra o chão com uma boa parcela de minha força, quando olhei o que tinha arremessado percebi que era Lilian com outro de seus sustos. Minha voz quando falei soou raivosa, porém era a ultima coisa que sentia, pos possuía uma real afeição por Lilian, apenas não queria machucá-la...
-Lilian! Nunca mais faça isso, entendeu?
-Claro ó grande mestre sobre todas as coisas!
Com essa frase realmente perdi a calma, por não havia sido dita em um tom de brincadeira, e sim de...ameaça...
-Você realmente não entende, não é mesmo? Ser vampira não significa apenas divertir-se o tempo todo criança, aprenda isso.
Assim que terminei de falar percebi o quanto havia sido rude e resolvi me redmir, sabia que Lilian não precisava ouvir isso, estava pronto para desculpar-me, coisa que jamais havia feito, quando percebi que os lábios dela se abriam novamente para falar.
-Não tens direito algum de chamar-me de criança. Sei perfeitamente bem que a morte em que me encontro não é uma brincadeira, não tenho necessidade que me lembre de coisa alguma.
Fiquei um pouco sem graça com a bronca que levei de Lilian por causa das minhas palavras duras e ainda assim tentei me redimir...
-Está bem, talvez você...
-Não quero ouvir!
Depois de alguns segundos a expressão de Lilian mudou completamente e a frase que foi dita a seguir foi pronunciada em um tom frio, cortante...
-Não preciso ouvir.
Fiquei um pouco confuso com essas palavras.
-Como assim não precisa...?
-Simples, estou dizendo que não preciso mais de ti. Se preocupaste em me ensinar a ser vampira e aprendi muito bem isso, agora não preciso mais dos seus ensinamentos, fique com eles, posso muito bem seguir sem, realmente não preciso mais deles.
Falando isso ela se viro e saiu sem olhar para trás, talvez tenha sido melhor assim, pois se tivesse se virado teria visto a profunda dor presente em meus olhos que essas palavras haviam me causado...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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